O que é criar com presença
Existe uma diferença profunda entre produzir conteúdo e criar com presença.
E foi a Aura Veda que me ensinou isso — não como teoria, mas como prática vivida.
Quando comecei a construir a minha própria presença digital, percebi o quanto eu admirava marcas silenciosas, intencionais, aquelas que falam menos, mas dizem mais.
E também notei o quanto o excesso — visual, informacional, emocional — sempre me afastava ao invés de me aproximar.
Comecei, então, a observar meu próprio comportamento de consumo:
O que me toca? O que me irrita? O que me confunde? O que me faz confiar?
Criar com presença, para mim, não nasceu como uma metodologia. Nasceu como uma necessidade. Uma tentativa de voltar para o centro, depois de perceber que o marketing digital — do jeito que a maior parte do mercado faz — começava a me afastar de mim mesma.
Eu não queria gritar, não queria correr, não queria entrar em disputas de atenção. Eu queria criar de um jeito que fizesse sentido. De um jeito que respirasse.
E foi observando meu próprio comportamento, como consumidora, como criadora, como alguém profundamente sensível aos estímulos visuais e energéticos, que eu entendi: o luxo está no essencial.
O impacto está no que é verdadeiro. A presença é a forma mais silenciosa e mais poderosa de comunicar alguma coisa.
A Aura Veda me ensinou isso antes mesmo de eu perceber. Ela foi me guiando, me puxando pela mão, quase como se dissesse: “faça menos, mas faça melhor”.
E eu comecei a reparar que toda vez que eu tentava seguir fórmulas prontas, cronogramas rígidos ou estratégias que não tinham nada a ver comigo, minha energia murchava. Meu corpo sabia antes da minha mente.
O Ayurveda já falava da importância do ritmo, da intenção, do espaço entre estímulos. E eu entendi que criar também é digestão — não existe clareza na pressa.
Criar com presença, para mim, significa retirar o excesso para que a essência apareça.
Significa que o marketing não é sobre empurrar um produto, é sobre expressar algo que já é verdadeiro.
E é impressionante como as coisas fluem quando você para de tentar “parecer” e começa simplesmente a “ser”.
Há algo magnético na sinceridade. As pessoas sentem. Sempre sentem.
Com o tempo, percebi que presença não é só sobre estética, embora a estética seja um dos meus caminhos preferidos para chegar nela.
Presença é energia.
É o cuidado investido nas pequenas coisas: no acabamento de um site, na seleção de uma imagem, no texto que não diz mais do que precisa. Não tem nada de técnico nisso, mas ao mesmo tempo tem tudo de técnico, porque exige refinamento.
Criar com presença é como artesanato: lento, intencional, preciso.
E existe outro ponto importante: você só consegue sustentar uma presença verdadeira quando confia em si. E confiança, eu descobri na prática, não nasce de resultados. Ela nasce de cumprir aquilo que você promete para você mesma. De manter pequenos compromissos internos. De respeitar seus ritmos em vez de se violentar para acompanhar o resto do mundo.
Quando eu parei de me forçar a criar todo dia, e passei a criar em picos de inspiração, para depois distribuir esse conteúdo ao longo do tempo, percebi que algo mudou. O conteúdo tinha outra vibração. Parecia mais vivo, mais meu.
Criar em presença é isso: é permitir que a energia certa esteja ali no momento da criação, e não tentar fabricá-la artificialmente porque “é dia de postar”.
A maior descoberta, talvez, tenha sido perceber que quando você cria com presença, você não precisa convencer ninguém.
A comunicação deixa de ser esforço e vira consequência. A pessoa que é sua cliente ideal se aproxima sozinha, como se reconhecesse algo familiar na sua energia. É atração, não perseguição.
Hoje eu entendo que a Aura Veda é isso: um laboratório vivo onde eu fui descobrindo como se cria com profundidade.
Como se constrói um negócio bonito, verdadeiro, sustentável, mesmo sendo uma pessoa só. E agora, transformando tudo isso em novo formato, eu vejo que criar com presença não é só uma forma de trabalhar. É uma forma de viver.
Afinal, o que a gente cria sempre carrega a nossa energia. E quando essa energia é inteira, alinhada, honesta… tudo ao redor começa a se alinhar também.